quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Unknown Waters

2015 foi tão agradável quanto uma tempestade em alto mar. E foi tipo isso mesmo. Tava ali seguindo o norte da bússola e, bum, trovões. Cheguei bem perto do meu maior sonho. Fui demitido. Me apaixonei e deu merda. Perdi um membro da família pro cigarro. Perdi mais cabelo. Porrada e porrada. O barco quase virou.
O que aprendi com esse ano? Você não pode controlar o mar, mas o leme do barco é seu. Criei meus próprios raios de sol. Voltei a dar aula. Voltei a praticar judô. Perdi 10 kg de gordura. Recuperei minha saúde mental, retomei amizades antigas. Voltei a ser mestre da meu destino, capitão da minha alma, bonde dos careca e pode vir 2016 que 2015 foi só pra aquecer porque ainda tá fraco.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

8 ou 80

Porque eu sou assim
E esse sou eu
Sou a sarjeta, a ressaca, o último bar aberto
E a mensagem enviada bêbado
Sou o beijo antes do último ônibus
E a mão embaixo da blusa
Sou o exagero
Sou o oitenta querendo ser oito
Sou aquela história de não saber ser metade
E nem querer aprender
Porque esse sou eu
Mesmo não querendo ser

quinta-feira, 23 de abril de 2015


"Um pouco de você em mim talvez pudesse me fazer bem, assim como um pouco de mim em você, também..."

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Mercúrio

Certas vezes, imagino-me como um velho frasco, daqueles bem resistentes e tampado com rolha de cortiça, guardando há muito tempo tudo que há de ruim.
Cânceres auto-sustentáveis. Pensamentos nocivos. Sonhos demasiados.
Um pouco de auto-destruição inocente.
Tudo impregnado nos órgãos. Como um metal pesado que contamina uma cadeia alimentar.
E quando eu morrer, tudo há de se escorrer livremente, como um termômetro quebrado.
Talvez a natureza transforme o lixo em nutriente inspirador para as próximas gerações. Talvez intoxique mais sonhadores, transformando a covardia em coragem.
O orgulho em sorrisos sinceros.
Mágoa em amor.
Tudo em um novo alguém.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Eighties 2014


Imagino uma leitora fantasma dizendo ''caralho ficou careca de vez'' hahahaha... Ok.

A vida tem sido ótima! Evoluções pessoal e acadêmica à todo vapor. Sonhos sendo construídos em cima de realizações lentas. Meta definida. Ninguém pode me parar.

Mas não tenho visto nem sentido tanta evolução emocional.

Sem mais delongas, life has been great. Amigos antigos se tornando novos amigos. Laços atuais mais reforçados. Cumplicidade em abundância, como a vida tem que ser. Conhecimento sendo buscado. Bebês nascendo. Festas incríveis. 

E sabe o que é melhor? Sem nenhum filho(a) da puta pra estragar nada disso. 

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Lenha

Hoje eu senti raiva.

Senti raiva de todos que têm um pai presente. Senti raiva de quem consegue nota boa sem estudar nada.
Senti raiva de quem tem mãe pra pagar um curso bom, enquanto eu tenho que me matar de trabalhar.
Raiva de quem vai beber hoje, raiva de quem tem um corpo legal sem precisar fazer nada, raiva raiva e raiva.
Raiva de quem namora. Raiva de quem TRAI. Raiva de quem caga pros outros e ainda tem todo mundo aos pés.
Raiva de quem não confia em mim.
Senti raiva da solidão, que é tão minha amiga. Raiva de mim por ter sempre feito tudo pros outros.
Fiquei com raiva dos outros por isso também.
Me bateu uma raiva também do Pelé. Não sei porque.
Senti também muita raiva daquelas garotas que não conseguem largar um cafajeste.
Raiva de um amigo filho da puta que pegou minha namorada, e ainda se achava certo por isso!
Ah, enfim, fiquei com raiva do nada.

Isso é bom? Eu tava tão em paz.

Acho que é natural. Tantos fatores fazem você explodir as vezes.
Somos fluidos sob pressão.
Pra mim, isso tudo é lenha. Mais lenha pra jogar no fogo.
E esse fogo é o que mantém a máquina ativa. Por isso você não deve se jogar nele.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

O bem que deixou de ser feito

Admitir a derrota é vê-la sem mais tremer as pernas.

Sabe o que dizem sobre o universo conspirar a seu favor? O lance é que sem suas ações, não se constrói o universo desejado.

Física teórica. Existe uma história do universo conhecido, paralela ao nosso, onde eu fui falar com ela e pedi desculpas para parecer superior. Onde mostrei minha sensibilidade assumindo que fui arrogante, e aí ela se rendeu, e também pediu desculpas, e ficou ali me olhando com aqueles olhos fechadinhos, esperando eu fazer algo. Em uma outra história do universo, nada disso aconteceu e ela riu de mim. 

Milhões e milhões de histórias possíveis assassinadas pela minha covardia. 


Quer saber de uma coisa? Dizer a si mesmo que no fim das contas vocês não tinham "nada a ver mesmo" não tira a sua responsabilidade de construtor da sua própria história.