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Oração à Forrest Gump

Corre. Não interessa quantas pessoas estão olhando. Só corre. A música pára, a bateria acaba. Seu estímulo já era. Alguém na platéia torce por um tropeço. As panturrilhas gritam por descanso. Aquela pessoa que esteve ao seu lado não mais grita seu nome. Mas corre. Um dia, tudo melhora. As bolhas no pé vão sarar, as cinzas voltarão a ser carne, E alçar vôo será inevitável. Mas até lá, continue corr endo. Até desmaiar, até virar pó, mas corre.

Sono

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Todas essas pessoas indo e vindo me dão sono. Me fazem lembrar que o meu ódio já tem donos. . Mas nao me lembro de nenhum lugar que geralmente me dá sono E eu me esqueco, assim que me entorpeço e durmo.  Lembro de coisas que nunca mereceram minha atenção. Não me incomodo mais se sou assunto ou não. Mas e se eu pudesse voltar a ser? Me dá sono, e eu durmo. E não espero acordar, pois ninguém nunca acordou. Mas todos pensam que são livres assim como eu sou. Todo esse cansaço não me deixa dormir. Mas toda vez que eu sinto essa raiva me consumir, quando eu me lembro que nesse jogo eu já perdi, me dá sono, e eu durmo. Arrumar seus entulhos de vez em quando faz bem. Você se livra de muita coisa que devia ter se livrado faz tempo, e descobre coisas maravilhosas que foram escritas, e não acredita no que vê, pois a maioria das coisas não seriam escritas novamente, pelas mesmas pessoas... O tempo devora as coisas. Escrevi Sono no dia 25/08/2010. Aliás, hoje eu revi muita...

Battlefield

Queria poder dormir uma última noite com você, abraçados, sem preocupações com o futuro ou interrupções do passado. Sem mágoas, sem ressentimentos, sem raiva, sem pessoas ou compromissos. Nós, só. E depois, o que fazemos?  Cada um pro seu canto. Cada um vestiria sua armadura completa de samurai orgulhosos que somos e voltaríamos a comandar nossas injúrias um contra o outro. Voltaríamos ao campo de batalha como sempre foi.  ''sempre''.

É tempo de falir

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Roteiro: Breno Bonioli Arte: Sam Loyola

This feeling

Perdoar é uma virtude do amor. Ir até o final é uma virtude do ódio.

Privação

Por entre os cacos de vidro, nós caminhamos e rimos das bravatas mais antigas será que um dia teremos tudo aquilo de novo? Não esperar por mais caprichos de um povo omisso que nada tem a ver com isso, com eles, conosco e sempre, sempre lembrarei de quando éramos novos e toda a nossa euforia se traduzia em discos, e amigos e sempre, sempre lembrarei de quando éramos novos será que um dia teremos tudo aquilo de novo?

Passado profano

Um tiro na boca e um pouco de câncer um prato de mágoas e um copo de veneno E se o cigarro acabou, eu vou beber o seu sangue para absorver todas as suas doenças.